O genoma da Luta- Parte 1





Dominação e o poder são intrínseco. Como elétrons que apresentam a mesma singularidade e união. Considero uma doença não humana, mas um vírus da particularizado da criação em que estamos submetidos. 
Um dos esportes olímpicos mais antigos do mundo é o wrestling, a luta livre olímpica, cujo meu objetivo ao trazer a prática de submissão do adversário analisando historicamente o papel do esporte no desenvolvimento social da humanidade e como essa relação de dominação e poder estão ativamente registrado no genoma da espécie. Se somos manipulados, manipulados somos desde início da história do homo sapiens sapiens na terra.
O combate corpo-a-corpo tem a origem rastreada há 15 mil anos atrás com desenhos registrado em cavernas na França. Com referências babilônica e egípcia e tão mais antigas que a própria Ilíada de Homero, datada de VIII a.c e com representação no épico hindu Mahabharata na luta entre Bhima e Jarasandha.  Em diversas literaturas pelo mundo encontramos vestígios da sua prática. Denotando como a prática esportiva foi adotada pelos vários núcleos humanos no começo do período civilizatório. 
O Pále (1100-146 a.C) era como a luta estilo livre corpo-a-corpo era chamada na Grécia antiga. Cujo objetivo era levar o adversário ao chão com suas costas, levando assim a submission hold ou forçando a sair da área da luta. Se o adversário tiver caído debruço a tentativa seria do estrangulamento. A competição era chamada de Pentatlo, que era um torneio eliminatório, até que um pudesse ser coroado o vencedor. 
A brutalidade do estrangulamento e imobilização até a subjugação era uma norma até mesmo ao ser retratado em suas epopéias divinas de seus Deuses. Como quando Zeus destrona seu pai Cronos ou quando Héracles e Teses sendo colocados como humanos derrotando bestas mitológicas. 
Aristófanes acreditava na liberdade de cada homem praticar a arte que conhece. O Pancrácio mesmo em sua roupagem violenta pode ser descrita como um arte corporal que o humano recebeu de seus antepassados dementados em que partia do princípio que o homem era forte por existência. E o forte devo destacar é a eterna doença do nosso DNA... A sobrevivência a qualquer custo subjugando seu adversário em nome de uma vitória inglória. Afinal alcançar a plenitude utilizando de artifícios da sagacidade que muitas vezes esquece de preceitos como respeito e ética com próximo nada mais é como deveria ser inglório para qualquer humano com senso crítico.
A luta corpo-a-corpo hoje nada mais é do que esporte antigo e respeitado. Não reserva mais traços de brutalidade há séculos como será amplamente estudado nos próximos posts. Contudo deve ser analisado como fator civilizatório de herança genética deixado desativado ou não em nosso genoma por seres que hoje não interferem mais em nossas vidas ativamente, mas que ainda sim estão tão presentes na cultura pop e em nossa rotina. Como viver sem subjugar ou ser impositivo e intolerante? Será necessário assim como Héracles matar serpentes com as mãos pra sobreviver a qualquer preço? 

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